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06/07/2009

Tautologia

Muitos profissionais, sobretudo aqueles que estão iniciando suas carreiras, se preocupam com o aprendizado de uma língua estrangeira e entre elas, é claro, o inglês. É tanta gente correndo atrás do Tio Sam que esquecem do coitado do Manoel. O que mais tem por aí é gente querendo falar “ingreis” e se esquecendo do bom português.

Pensando nisso, repasso um e-mail recebido de uma colega e que vem bem a calhar. Fala de tautologia, que é o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido, o típico "subir pra cima".

- elo de ligação (todo elo é de ligação)
- acabamento
final (se é acabamento, já é final)
- certeza
absoluta (certeza já significa que é certo)
- em duas metades iguais (se é metade já é igual)
- sintomas
indicativos
(todo sintoma é indicativo)
- há anos
atrás
(o termo “há” já representa passado)
- vereador
da cidade
(não existem vereadores estaduais ou federais, são todos da cidade)
- detalhes
minuciosos (detalhe já dá idéia de algo minucioso)
- anexo
junto à carta (anexo já quer dizer junto de)
- superávit
positivo
(se fosse negativo seria déficit)
-
todos foram unânimes (unânime já significa todos)
- conviver
junto
(conviver significativa justamente viver junto de alguém)
- fato
real
(se não fosse real não seria um fato)
- encarar
de frente (se fosse de costas seria “embundar”)
- multidão
de pessoas
(multidão significa grande agrupamento de pessoas)
- amanhecer
o dia (só pode ser...)
- criação
nova
(se é criação só pode ser nova)
- empréstimo
temporário (se é empréstimo é sinal que tem de ser devolvido)
- surpresa
inesperada (se estivesse esperando não seria surpresa)
- planejar
antecipadamente (se não for antecipado não é planejamento)
- comparecer
em pessoa (se for por e-mail não é comparecer)
- gritar
bem alto
(gritar baixo é uma dádiva de poucos)
-
demasiadamente
excessivo (com certeza)
- a seu critério
pessoal (se é meu, então é pessoal)
- sua percepção
pessoal. (não posso ter percepção por outro, só por mim mesmo)

O som que ouvimos no dia-a-dia



O gráfico acima chamado de "audiograma de sons ambientais", nos mostra a relação da intensidade de ruído em dB (Decibel) eixo na vertical e a respectiva frequência (Khz) eixo na horizontal.

Podemos considerar que a inteligibilidade da fala está concentrada entre as frequências de 500 a 2000 Khz, isso explica o fato de algumas pessoas que apresentam rebaixamento auditivo (perda auditiva) nessas frequências, trocarem uma palavra por outra. Uma criança que está na fase de aquisição da linguagem (está aprendendo a falar) pode trocar alguns fonemas auditivamente semelhantes, como: /T/ e o /D/, o /F/ e o /V/, o /K/ e o /G/ falam "vaca" ao invés de "faca" ou "cato" no lugar de "gato". Pois essas palavras estão na mesma faixa de frequência. Esse erro pode ocorrer também na escrita.

Outro fato interessante é o de algumas pessoas conseguirem identificar determinado tipo de som e não reconhecer outro que esteja na mesma instensidade (volume). Por exemplo ouvir o som produzido por um caminhão ou de uma pessoa falando e não conseguir escutar o cantar de um pássaro, pois como vemos na figura, as frequências são diferentes, a do caminhão uma frequência mais grave já a de um passáro mais aguda ou ao contrário ouvir um cachorro latindo e não escutar uma campainha que esteja em frequência mais aguda. Ou seja, não é só o volume do som que interfere em nossa audição, devemos considerar a frequência.

Em entrevista com a fonoaudióloga Silvana das Neves Castello, para o blog , obtivemos várias dicas fundamentais.

"Sempre que houver exposição a ruídos a partir de 80 dB (A) é indicado o uso do protetor auricular, a partir de 100 dB (A) é indicado o uso de 2 protetores (plug de inserção mais o protetor tipo concha/abafador), para melhor atenuação do ruído e consequentemente proteção auditiva."
Outros cuidados:
"Não utilizar MP3 por tempo prolongado e com o volume alto, cuidado ao frequentar ambientes ruidosos como danceterias e casas noturnas, caso o faça procurar ficar longe das caixas de som. Não utilizar "cotonetes" para limpeza do conduto auditivo, pois além deste hábito poder causar lesões no conduto auditivo/tímpano, pode ocasionar um acúmulo ainda maior de cerúmen (cera) provocando uma obstrução total deste canal que é uma via fundamental para o processo de condução sonora, deixando o indivíduo com uma perda auditiva temporária até que a cera seja removida por uma médico."
Finaliza a especialista.

03/07/2009

Eficiente ou Eficaz?


Eficiência ou Eficácia?

Esses termos são utilizados frequentemente quando o assunto é Gestão da Qualidade, Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, Meio ambiente.

Mas afinal, qual a diferença entre essas palavras?

Para ilustrar minha explanação vou utilizar o exemplo de um time de vôlei.

Um determinado time entra em quadra para jogar voleibol, essas atividades é o que devem ser feitas por atletas de vôlei.

Então os jogadores sacam, recepcionam, atacam, saltam, se jogam na quadra, bloqueiam, enfim, utilizam todos os fundamentos de um atleta de voleibol.

Ao final da partida eles conseguem alguns pontos, ficam muitas vezes à frente no placar, mas perdem o jogo. Pergunta, esse time foi eficiente ou eficaz?

Foi eficiente, pois fez o que tinha que fazer, porém não obteve resultado que precisava, pretendia alcançar.

O outro time ganhou a partida, portanto foi eficiente e eficaz, pois atingiu a meta e os resultados esperados.

Dessa forma, procure trabalhar de forma eficiente e eficaz nas atividades que for desempenhar em seu dia a dia laboral.

Espero ter sido eficaz com essa matéria e que daqui em diante não haja mais dúvidas com relação a esse assunto.

01/07/2009

Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?

Esse é velho, mas é válido para ilustrar o que quero dizer.

Uma vez resolvi pensar nisso – acho que foi num daqueles raros momentos de ociosidade que vez ou outra me ocorrem – e pensando cheguei a uma conclusão que expus para um colega de trabalho engenheiro de alimentos, disse para ele: O produto vende mais porque é fresquinho, pois o fato dele vender mais não o faz ser mais ou menos fresco. E ele rebateu de pronto: Claro que faz. Do ponto de vista logístico, se o produto tem alto giro fica menos tempo na prateleira do mercado e consequentemente você está sempre comprando um produto que foi fabricado há poucos dias, ou seja, um produto fresquinho. Foi ali, naquela conversa de louco, aparentemente sem nada de útil, que percebi que tudo na vida tem dois lados, até CD (outro dia me deram um CD/DVD, de um lado era CD e do outro era DVD. Desculpem minha ignorância tecnológica, mas achei aquilo incrível)... Continuando, tudo na vida tem dois ou mais lados, duas ou mais formas de ser enxergar a mesma coisa. E isso é muito importante para os profissionais e para aqueles que estão em processo de formação. Parar de aceitar tudo passivamente e pensar sobre o fato é algo muito bem-vindo, pois não existem posições totalmente erradas, do mesmo jeito que não existem aquelas tão certas que não possam ser questionadas. Lembrem-se que houve um dia em que a terra era plana e qualquer um que contrariasse isso morria na fogueira. Hoje as coisas se inverteram, e tem morrido queimado aquele que aceita tudo passivamente e não tem a capacidade de extrair de duas opiniões distintas uma terceira.


Em segurança do trabalho isso pode ser muito útil na hora de impor algo ou de criticar determinada postura. Olhar os dois lados da coisa ajuda a entender os motivos que levam um supervisor a negligenciar a segurança ou um trabalhador a expor-se a riscos em nome da produtividade. Aqui onde trabalho chamam isso de transversalidade, ou seja, a capacidade de trabalhar compreendendo os interesses e necessidades de cada área.

Enfim, minha mensagem é: Parem de aceitar tudo passivamente ou de entrar em colapso quando um profissional diz uma coisa e outro diz outra... Isso é normal e essa diversidade enriquece o conhecimento. Vamos deixar de repetir o que ouvimos e começar a buscar as explicações, a estudar, pesquisar, questionar.


Forte abraço e sucesso!

29/06/2009

"Profissional Pato"



Um entusiasmado aluno do curso de segurança do trabalho levantou uma questão que muitos colegas me perguntam.

A profissão de técnico em segurança do trabalho ainda está em alta? Qual será o futuro desse profissional?

Eu vi ali uma oportunidade de colocar em pauta outros fatores tão importantes quanto aquele levantado por ele.

Lá fora, nos EUA e Europa de uma forma geral, não existe formalmente a profissão de técnico em segurança do trabalho, pelo menos nos moldes praticados aqui no Brasil.

Os responsáveis por gerir a saúde e segurança no âmbito ocupacional são profissionais especialistas no assunto, além das seguradoras e institutos como NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health), por exemplo. Assim como não existe o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) quase falido em nosso País.

Em minha opinião os dias tanto do técnico como do INSS estão contados, pelo menos no formato que conhecemos hoje.

Em um futuro não tão distante teremos um TST mais versátil, com uma autonomia maior para atuar nas empresas (não necessariamente tendo que pertencer a uma empresa apenas e tendo que trabalhar em regime CLT com carga horária de 44 horas/semanais).

Cada vez mais o mercado exige do TST um profissional especializado e versátil ao mesmo tempo, com características de gestor, com formação superior que fale no mínimo uma língua estrangeira.

E os salários pagos atualmente justificam essa exigência, salários que variam de R$ 1.900,00 a R$ 4.000,00. Claro, pois o TST de hoje não é apenas mais um profissional com nível técnico, ele é um administrador de empresas, advogado, educador físico, fisioterapeuta, alguns até Pós Graduados além do curso técnico profissionalizante.

Se você discorda totalmente do que estou falando, basta conversar com um profissional mais antigo na área, com 15, 20 anos de profissão. Antigamente não havia tantas consultorias na área, os treinamentos (os 1000) exigidos pela legislação, eram desenvolvidos todos internamente, mesmo que o profissional não dominasse muito o assunto em pauta. Hoje o que mais vemos são consultorias e profissionais se especializando em determinados assuntos: espaço confinado, prevenção e combate a incêndio, ergonomia, trabalho em altura entre outros.

Precisamos ficar atentos com relação a um pequeno detalhe, quem sabe tudo não sabe nada. É preciso muito cuidado, bom senso e critério ao sair fazendo e assinando documentos, laudos, o aluno de segurança do trabalho tem uma grade curricular extensa, com milhões de informações e assuntos diversos, tais como: legislação trabalhista, medicina ocupacional, engenharia, meio ambiente, química, estatística, ergonomia, higiene ocupacional, dentre tantas outras competências. Quando o profissional se forma ou mesmo aquele que está há algum tempo no mercado se depara com a necessidade de executar um trabalho mais técnico, age como se tudo fosse simples e sai fazendo besteiras por ai.

Não é raro encontrar nas empresas que visito Análises Ergonômicas mal elaboradas, com erros técnicos terríveis, sem embasamento científico, que sequer atendem os requisitos básicos da NR 17 que trata sobre o assunto, aliás, conhecer essa norma não é suficiente para sair fazendo “laudo ergonômico” por ai. O mesmo se aplica ao PPRA/LTCAT, antes de questionarmos a respeito de quem é o profissional competente em assinar esse documento, é preciso deixar claro a importância e responsabilidade que há por trás desse ato, e que para fazê-lo além de habilitação é preciso competência técnica, para não correr o risco de ver seu trabalho sendo impugnado por um juiz.

Portanto, meus caríssimos que estão prontos para iniciar no mercado de trabalho e aqueles que lá estão há algum tempo, sempre que forem fazer algum trabalho, lembrem-se do profissional pato.

“O pato voa, nada e anda, mas não faz nada direito”.

Boa semana e sucesso.

28/06/2009

Capacidade Extintora



Nos treinamentos de prevenção e combate a incêndio que ministro, é comum observar uma confusão que os alunos fazem com relação à capacidade extintora. Sendo assim resolvi postar essa matéria.

Capacidade extintora é diferente de carga nominal ou capacidade de carga do extintor, exemplo: 4, 6 ou 12 kg ou 10 litros.

A capacidade extintora é quem define o tamanho do fogo e a classe de incêndio que o extintor deve combater. Essa informação deve constar, obrigatoriamente, no rótulo do produto, assim como a capacidade de carga (carga nominal).

Vejamos o exemplo abaixo:

O extintor de incêndio à base de água (Classe A) tem uma capacidade extintora de 2-A, já o extintor de incêndio (Classe ABC) que possui seu agente extintor a base de Fosfato Monoamônico, trata-se de um extintor polivalente, pois é eficiente para as 3 classes de incêndio e possui uma capacidade extintora muito maior, de 4-A:80-B:C.

Vamos entender como se faz a leitura correta das indicações descritas na tabela abaixo.



Capacidade extintora 2- A

É o tamanho do fogo classe A. Os testes de capacidade extintora para classe A são realizados em engradados de madeira, sob condições laboratoriais, de acordo com a Norma Brasileira – 9443. Veja a figura representativa abaixo.


Já a capacidade extintora 4-A:80-B:C, significa:

4-A: tamanho do fogo classe A (sólidos inflamáveis) 3ª pilha de engradados de madeira na figura acima;
80-B: tamanho do fogo classe B(líquidos inflamáveis), veja a figura abaixo e
C: adequado para fogos em classe C (materiais elétricos energizados).



De acordo com a Norma Brasileira – NBR 9444, os testes de capacidade extintora para a classe B são realizados em cubas quadradas, sob condições laboratoriais, contendo n-heptano.
Classe B: Fogo em líquidos inflamáveis, graxas e gases combustíveis.

Sendo assim não há como confundir, a capacidade extintora é uma informação importante tanto para definição do equipamento mais adequado quanto para os conceitos e definições em treinamentos dos profissionais técnicos, brigadistas, bombeiros.

Algumas imagens e parte do texto adaptados de: www.kidde.com.br

19/06/2009

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Abaixo postei uma matéria falando de palestras.

E você o que pensa sobre o assunto?

Você acha que as palestras funcionam, ou são mais uma oportunidade de "Pão e Circo"?

Deixe sua opinião clicando abaixo em: Comentários.

Abraço e Sucesso.
Omar Alexandre